Letras Banais, mas sentimentos reais, verdadeiros, pensamentos puros, de uma beleza por vezes não reconhecida!

O Sabio

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Posted on | By E. Andrade | In

Linhas foram escritas pelas mãos do sábio. Linhas tortas, em formas geométricas. Seus cigarros já fora, por fim, fumados, seu conhaque se mantinha ao lado cada vez mais frio. O ar a cada segundo se esquentando junto a sua respiração. As janelas fechadas faziam com que o cheiro de sexo permanecesse no ar, a prostituta ainda em sua dormia cama.
Nu, com demônios girando ao redor de sua cabeça - poderia olhar para cima e ver chamas e sangue de sua própria alma. Sabia que não poderia ser morto pela sua própria maldição - vendera a alma pelo saber do mundo, o que a cada dia o assustava, mesmo assim a cada dia mais para si importava.
Sentia ódio de si mesmo, odiava a sociedade, conhecia seu cheiro, suas cores, conhecia sua verdadeira face e sentia repulsas por isso.
Não saia de casa desde muitos anos e o único contado com o mundo externo eram as mulheres que pagava para ter prazer carnal - sexo sem nenhum compromisso, trabalho ou vínculo. Uma mera masturbação não o satisfazia mais, se fora anos, mas nunca se excitou com as pornografias pesadas que via na internet.
Chorara nesta noite, como em todas as outras, porém não teria a coragem, de muitos, de cometer o ato do suicídio. Sentia nojo ao olhar-se no espelho,o que não tinha como evitar, já que havia posto em todos os ângulos de seu apartamento.
O próprio Diabo planejara dar-lhe uma visita. Mas via-se bêbado, torto, a boca seca de nicotina. Os dedos cansados de escrever e rascar papeis com teorias filosóficas apocalípticas.
Mesmo bêbado, pode ver o "chifrudo", não se assustava mais com sua presença, e mas nada do que ouvia do inquilino de inconsciente lhe fazia sentido.
Aquele Capeta o matara beber mais, fumar mais alguns cigarros, tomar do chá "especial" que sempre estava pronto.

Desculpe qualquer erro

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Posted on | By E. Andrade | In

O vendo grita sussurros enquanto a fumaça segue junta e em seu caminho nada tem relação com sentido. Frases podem ser jogadas formando um lindo conto, porém o sórdido e inoportuno destino me traz situações em que sempre me fecho leso.
sexo, compromissos, paixão e lasanha, nada tem a ver uma coisa com a outra. Você pode gozar logo, ser uma pessoa sempre presente, e amar mil pessoas ao mesmo tempo, mas isso não faz com que seu almoço seja menos importante.
Muita gente já me disse que sexo é amor, ou que sexo é algo ocasional que acontece entre duas pessoas. Acredito que não.
As linhas sempre são tortas e os caminhos complicados, as pedras sempre estarão na nossa frente, e sempre tropeçaremos. Cabe saber onde pular, quando desistir e de forma aceitamos o caminho.
Nunca escrevi sobre isso, mas sair de casa com 17 anos e sem a menor maturidade, fez com que eu crescesse de forma estranha.
Um romântico em potencial, viciado em musicas melancólicas, quase um perito em pornografia... tudo isso fez com que a vida parecesse de certa forma banal, mas ao mesmo tempo boa o suficiente para ter que se aproveitar ao máximo.
Estar em lugares e momentos em que não se espera, beber até cair e não aquentar mais... poderia eu ser um drogado insano?
Não sei, mesmo assim tive apoios e amigos suficiente para me manter longe de coisas que realmente acabassem comigo. (listaria todos mais não seria justo se esquecesse de ao menos um).
Agora o sol nasce e todo que peço é um bom sono, sem ou com sonhos.
Musicas tristes ainda alegram o meu dia, que ao lembrar de casos e acasos, me faz ver como hoje é um dia como outro qualquer.

Sozinho

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Posted on | By E. Andrade | In

Sozinho, perdido de mim mesmo, olho para o horizonte e tudo que há são raios ofuscados por nuvens claras, de um vermelho tão vivo, que nem o próprio fogo queimaria. Como sangue de um matador que, cansado de seu oficio, aceita o trabalho por mero costume, como sua própria vida se da por continuar.
Simplórias reclamações nada fazem sentido se citadas às flores que, por sua vez, sentido não tem posta em vasos rubros e pulsantes. Flores que cheiram, dançam ao som do vento que, no rítimo da bossa mais romântica, passa pela copa das mais altas árvores, em um Dó tão suave que mesmo o melhor dos cães não escutaria.
Volto-me aos céus, na esperança das estrelas me escutarem, mas nada ouvem de tão distante. A Lua (sua majestade) de tamanha beleza, ilumina meus pés, e apenas eles, deixando no breu o resto do caminho. Assim piso em cascalho, sem destino, direção, ou caminho, o sapato já gasto, de solas tão finas que deslizam para dentro de rios que sobem por montanhas que ultrapassam o alcance da vista.
Como caminhante noturno, piso desertos obscuros sonhando com algo que nunca lembro. Apenas um brilho no olhar me distrai, apenas uma nota ao soar reconstrói, sentimentos que a muito foram perdidos, tristeza, saudades, angustias... a vida é linda do jeito que é, até certo ponto em a linha se separa e o mundo perde a graça.
Vida é apenas o ato de viver, morrer pode ser tudo que se resta.

Não há tempo de chorar

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Posted on | By E. Andrade | In


Sonhos de verão costumam terminar mais cedo, tão cedo que quando se vê não se concretizaram. Nos divertimos, choramos, rimos, mas no fim você nota que aquilo que parecia belo e perfeito, nada mais era que um pesadelo que hoje pode nunca acabar.
            Em arrependimento, fechamos os olhos e desejamos mudar tudo, trocar papais: rir em horas de lágrimas, chorar quando estávamos prontos para uma gargalhada.
            A água que deveria escorreu de um olho para me consolar ainda não caiu. Sonhos iludem a alma sentimental fazendo-a crer que tudo acabaria da maneira mais linda possível, mas como um bom filme de suspense, o final é imprevisível, deixando transparecer qualquer fim possível.
            Não há nada que possa ser dito de forma clara ou sórdida, a mente confunde em palavra, sentimentos estranhos, que ao nos levar para longe, larga em uma ilha e nos obriga, como na mitologia, criar asas e voltar. Porém asas nem sempre estão disponíveis e se estão o vôo pode ser turbulento e causar medo mesmo antes de pular.
Sonhos de verão costumam terminar mais cedo.

Á Você

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Posted on | By E. Andrade | In

Sra. De Meu Desejo,

Tenho ouvido vozes em minha mente, todas conhecidas, não sei explicar, devo ter ficado louco. Vozes, porém, que me dizem que tenho que beijar-la... é o que eu realmente quero, mas meu corpo pára, em anarquia contra meus pensamentos, não deixando eu me aproximar de você por conta própria.
O receio de ter o beijo recusado é tão grande quanto..., talvez até maior, que a vontade que tenho de ter você por, ao menos, uma noite.
Imagens sórdidas me vêm a cabeça, meu peito disparado, meu corpo imóvel para meu desgosto, quero um beijo, uma noite, te esquentar com o calor de meu corpo, mas de onde vem a preocupação? Nenhum analista, até hoje, soube explicar o porque dessa minha recua.
Sendo sincero, digo que, seu corpo me atrai mesmo não sendo o mais formoso de todos. Sua mente me fascina como a fumaça de um baseado tragada para dentro do pulmão, que sobe para cabeça e trás as filosofias mais fantásticas que a Lua poderia nos dar. Seu olhar me arrebata, sempre para algum lugar distante e inesperado, um mundo tão bom que não consigo mesmo raciocinar. Não posso te observar por muito tempo. Nem o mais forte acido me levanta em uma onda tão profunda.


Ps.: Tome uma atitude, peço por minha sanidade, não sei como fazer para conseguir te ter.



Com todo o carinho e respeito,

J. Sete