Posted on | By E. Andrade | In E. Andrade
Sozinho, perdido de mim mesmo, olho para o horizonte e tudo que há são raios ofuscados por nuvens claras, de um vermelho tão vivo, que nem o próprio fogo queimaria. Como sangue de um matador que, cansado de seu oficio, aceita o trabalho por mero costume, como sua própria vida se da por continuar.
Simplórias reclamações nada fazem sentido se citadas às flores que, por sua vez, sentido não tem posta em vasos rubros e pulsantes. Flores que cheiram, dançam ao som do vento que, no rítimo da bossa mais romântica, passa pela copa das mais altas árvores, em um Dó tão suave que mesmo o melhor dos cães não escutaria.
Volto-me aos céus, na esperança das estrelas me escutarem, mas nada ouvem de tão distante. A Lua (sua majestade) de tamanha beleza, ilumina meus pés, e apenas eles, deixando no breu o resto do caminho. Assim piso em cascalho, sem destino, direção, ou caminho, o sapato já gasto, de solas tão finas que deslizam para dentro de rios que sobem por montanhas que ultrapassam o alcance da vista.
Como caminhante noturno, piso desertos obscuros sonhando com algo que nunca lembro. Apenas um brilho no olhar me distrai, apenas uma nota ao soar reconstrói, sentimentos que a muito foram perdidos, tristeza, saudades, angustias... a vida é linda do jeito que é, até certo ponto em a linha se separa e o mundo perde a graça.
Vida é apenas o ato de viver, morrer pode ser tudo que se resta.
Simplórias reclamações nada fazem sentido se citadas às flores que, por sua vez, sentido não tem posta em vasos rubros e pulsantes. Flores que cheiram, dançam ao som do vento que, no rítimo da bossa mais romântica, passa pela copa das mais altas árvores, em um Dó tão suave que mesmo o melhor dos cães não escutaria.
Volto-me aos céus, na esperança das estrelas me escutarem, mas nada ouvem de tão distante. A Lua (sua majestade) de tamanha beleza, ilumina meus pés, e apenas eles, deixando no breu o resto do caminho. Assim piso em cascalho, sem destino, direção, ou caminho, o sapato já gasto, de solas tão finas que deslizam para dentro de rios que sobem por montanhas que ultrapassam o alcance da vista.
Como caminhante noturno, piso desertos obscuros sonhando com algo que nunca lembro. Apenas um brilho no olhar me distrai, apenas uma nota ao soar reconstrói, sentimentos que a muito foram perdidos, tristeza, saudades, angustias... a vida é linda do jeito que é, até certo ponto em a linha se separa e o mundo perde a graça.
Vida é apenas o ato de viver, morrer pode ser tudo que se resta.
"Simplórias reclamações nada fazem sentido se citadas às flores que, por sua vez, sentido não tem posta em vasos rubros e pulsantes" profundo!