Posted on | By E. Andrade | In E. Andrade
Da janela de minha casa podia se ver toda a cidade, na TV não se passava outra coisa. Era o dia prometido, seis de Junho de 2006. Meteoros choviam do céu, as pessoas se matavam ferozmente nas ruas, bombas haviam sido lançadas nas grandes cidades, o mundo virara o caos da noite para o dia, começara o Armageddon.
Eu tinha que ser rápido, correr contra o tempo e contras os monstros humanos das ruas. Havia um local para onde eu poderia ir – o refugio era a única forma de sobre-vivência possível. Porem entrei em um dilema, só poderia levar comigo mais cinco pessoas, mas quem salvar?
Não havia muito amor no meu peito para ter tantos a escolher, entretanto eu teria que deixar duas pessoas a mercê da morte. Não poderia deixar minha mãe morrer nesse terror que o mundo se transformou, muito menos meu pai que sempre esteve ao meu lado, tem a mulher que amo e meus dois filhos, eu ficaria aqui por eles, mas também havia meus 3 irmãos. Não poderia deixar ninguém para trás, o que fazer? A morte estava ao meu lado.
Revolvi da maneira mais sórdida que pude. Aqueles que não poderiam ir comigo iriam morrer de maneira cruel, eu sabia, talvez até se matassem antes por conta o sofrimento, mas eram os mais distantes. De qualquer forma tive que deixar os os menos íntimos, seria injusto com o resto. Até hoje choro pela morte de minha mãe e de meu irmão mais novo, mas sem nenhum arrependimento.
Eu tinha que ser rápido, correr contra o tempo e contras os monstros humanos das ruas. Havia um local para onde eu poderia ir – o refugio era a única forma de sobre-vivência possível. Porem entrei em um dilema, só poderia levar comigo mais cinco pessoas, mas quem salvar?
Não havia muito amor no meu peito para ter tantos a escolher, entretanto eu teria que deixar duas pessoas a mercê da morte. Não poderia deixar minha mãe morrer nesse terror que o mundo se transformou, muito menos meu pai que sempre esteve ao meu lado, tem a mulher que amo e meus dois filhos, eu ficaria aqui por eles, mas também havia meus 3 irmãos. Não poderia deixar ninguém para trás, o que fazer? A morte estava ao meu lado.
Revolvi da maneira mais sórdida que pude. Aqueles que não poderiam ir comigo iriam morrer de maneira cruel, eu sabia, talvez até se matassem antes por conta o sofrimento, mas eram os mais distantes. De qualquer forma tive que deixar os os menos íntimos, seria injusto com o resto. Até hoje choro pela morte de minha mãe e de meu irmão mais novo, mas sem nenhum arrependimento.
Poo... forte essa hem parceiro!
mt boa...
£ai£a M.L. ¢astilho
Muito bom voce esta cada dia melhor!
Sempre de parabens!
\oO/
Meu pretinhooo...rss vc muito me orgulha...ta escrevendo muito bem...tem q melhorar o português...bjssss
PS. quem é Laila????
nossa, ficou muito bom!! adorei...