Posted on | By E. Andrade | In E. Andrade
Fim do Mundo, 6 de Junho de 06
Cara Mulher de Ventre Infértil,
Desejo, do fundo de minha alma, que não bebas do cálice e vinho que me deste para beber. Pois não há veneno mais cruel e imortal. Não leve à mal o ódio que cultivo por ti, esse que esfaqueia tua face e a punho punho esmurra teu peito com a adaga.
Tua presença me repulsa, suas palavras me dão enjôo. Criei raiva, de sua face, mortal, pela qual não me arrependo, e alimento cada vez mais ao olhar em seus olhos.
Suas cartas não foram abertas, todas queimadas em fogo brando e rubro, com o desejo de que sua pele queime igualmente e teu sangue escorra de seu corpo, trazendo-lhe dor e angustia.
Não cessarei meu ódio por você renegar sua cria, de coração e palavra. Por troca alguém lhe ama pelo pecado capital, luxuria e avareza, proporcionado de carne e o desejo animal, sem razão.
Teu próprio filho, com rancor, escreve à ti, desejando-lhe a solidão eterna e à uma vida de banalidades.
J. Sete
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