Letras Banais, mas sentimentos reais, verdadeiros, pensamentos puros, de uma beleza por vezes não reconhecida!

Arrependimento

Posted on | By E. Andrade | In

A fumaça saia de uma boca. Seus olhos serrados, visava o nada – avistava a si próprio. Não queria estar mais ali, não queria ter feito aquilo.

Acabara de acordar e mal tinha posto o café para coar e Aline o chamou para voltar para onde passara grande parte da noite acordado, mas não podia, queria voltar para sua casa, para sua esposa.

- Vamos, venha, ela pode esperar, sempre esperou, não é? – disse sua amante, abrindo suas grossas pernas, mostrando a carne quente, que entre as coxas, jazia escondida.

Não houve resposta.

Ele se vestiu e serviu duas xícaras de café, entregou-lhe uma. Não havia dito uma palavra sequer, desde o começo da noite passada. Ela percebera-o preocupado com algo – pela primeira vez –, porem não sabia o que desconcentrara-o, mas não teria coragem de perguntar, pois havia e si medo da resposta.

Ao acabar o café fechou o cinto e com um beijo se despediu, frio, seco como se não houvesse nada entre ambos. Isso a escureceu, um blecaute numa noite de lua nova.

Observou-o pela janela. Esperou ele entrar em seu carro, e dar a partida para entrar e desfazer a mesa. Ele a notou, pois levara alguns segundos antes de ligar o motor do carro. Levara tempo para entender a situação.

Não sabia o que esperar. Em nenhum desses dez anos havia pesado sua traição – mas por que hoje, por que agora? – não passara dos 35, o sexo com a Aline era excelente, porém, era apenas isso. Soube lidar com tal ato até agora.

Vou dizer a verdade”, pensou ele, não, “isso a mataria, destruiria sua vida.”

Ao chegar em casa, percebeu que a aurora não estava finalizada, e ao parar o carro na garagem, aumentou o sereno com lagrimas rasas de arrependimento. Sua esposa jazia deitada no sofá com seu rosto cansado de preocupação, seus olhos fechados, uma camisola, a mais sex que tinha, era a única coisa que a protegia da luz do sol que entrava pela fresta da cortina, seu sono era profundo.

O corpo do adultero ainda tinha o cheiro da outra. Sabia que se acordasse Madalena, ela sentiria. Resolveu pôr-la na cama antes de seu banho, ela não acordou, dormia como pedra quando preocupada, ele sabia.

Saíra do banheiro nu, em passos leves, acordara a mulher com beijos e caricias intimas – pois sabia que iria agrada-la. Quando ela abriu um dos olhos, viu apenas os seus. Ali se amaram, um sexo tão especial, que fez de ambos virgens, um casal adolescente apaixonado em sua noite de estréia, como se estivessem assinando novamente o contrato de fidelidade de seu amor.

Comments (2)

HUmmmmmmmm fico otimo em
um assunto pesado mas bem colocado!
muito bem escrito da pra fazer um curta dele :D

IRAAAAAAAAAAAAAAAAAAADO!! me amarrei nesse cara, muito interessante, o assunto é bem pesado, mas prede quem lê!!
beijos Isa mocotó

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